Pastores e Apóstolos

Que Seguem o Exemplo de Balaão e Judas Iscariotes
“Então, um de seus discípulos, Judas Iscariotes… disse: Por que não se vendeu este unguento por trezentos
dinheiros, e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isso não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque

era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava” (João 12.4-6).

Para muitos, ser pastor nos dias de hoje ou apóstolo, nunca foi prestar um serviço a Deus, ou ser
servo do reino, mas um negócio de interesse pessoal, onde a luta pelo poder e dinheiro é a primazia.
Alguns desses negócios chegam a render milhões e milhões de reais. A presença de lobos, falsos
pastores e falsos profetas no meio do povo de Deus não é uma novidade. É algo bem antigo. Isso vem
de longe muito longe.
Balaão
Quando passamos a ler as páginas do Antigo Testamento, encontramos uma figura bastante
enigmática – Balaão. Mas quem era Balaão? Esse “profeta” era de Petor, na Mesopotâmia, perto do rio
Eufrates (Nm 22.5). Na verdade era mais um profeta fora do Pacto. É um dos mais misteriosos e
estranhos personagens da Bíblia. Balaão é descrito como um “religioso sob encomenda” (Aquele que
faz o que o contratante pedir, mediante pagamento ou acordo de interesses).
Mas, como muitos nos dias de hoje, usava o nome de Deus para saciar sua ganância pelas riquezas
materiais (Nm 22.7). Geralmente os falsos mestres dos dias de hoje são semelhantes ao profeta de
Petor. Passam-se por porta-vozes de Deus (Nm 22.38) e induz outros a pecar (Ap 2.14). Mas a
principal semelhança entre os falsos mestres de hoje e Balaão é o fato de usarem o ministério como
meio de enriquecimento ilícito.
O Erro do Filho de Beor
O erro de Balaão é o mesmo erro de muitos que se intitulam apóstolos, profetas e pastores nos dias
de hoje. Querendo obter riquezas, transformam o serviço e o reino de Deus em um negócio pessoal.
Balaão era para muitos um profeta de Deus, mas era ganancioso e se mostrou disposto a prostituir
seu “dom” profético por dinheiro. Balaque ofereceu dinheiro a Balaão para que o mesmo amaldiçoasse
a Israel, e Balaão, preparando-se de bom grado para prestar esse serviço, foi detido por Deus (Nm
22.12). Ele proferiu muitas palavras verdadeiras e belas, mas nem por isso deixou de ser um profeta
mercenário. O filho de Beor não conseguiu amaldiçoar os homens de Israel, mas espalhou a doutrina
da imoralidade sexual, trazendo conseqüências graves para o povo de Deus (Ap 2.14).
O fim do Mercenário
Posteriormente, os filhos de Israel entraram em guerra contra os midianitas, por ordem do Senhor
(Nm 31.7). No momento do ataque, Balaão estava entre os midianitas e foi morto de maneira trágica e
vergonhosa pelos filhos de Israel (Nm 31.8). Como Balaão, os falsos profetas de hoje são agradáveis e
convincentes, e procuram a qualquer custo omitir a verdade, a fim de aumentar a própria renda e
transformar a casa de Deus em seu próprio negócio (Mc 11.17). Não tenho nenhuma dúvida que, se a
busca por lucro financeiro, de algum modo, pudesse ser removida das igrejas, e pelo menos a maior
parte de todo o lucro fosse voltado apenas para Cristo e seu reino, muitos trabalhos supostamente
cristãos deixariam de existir, e muitas igrejas seriam fechadas, e muitos deixariam seus títulos de
pastores, profetas e apóstolos de lado.
Judas Iscariotes
Outro exemplo negativo de apóstolo mercenário é Judas Iscariotes. Às vezes fico a pensar, como
alguém seguiu a Cristo como discípulo por três anos, viu todos os milagres, ouviu todo seu ensino,
recebeu da mão do Mestre bondade uma atrás da outra, foi contado entre os apóstolos, e no final, se
revelar corrompido e infiel por causa do dinheiro?

Infelizmente, o caso de Judas mostra que isso pode acontecer e que é possível. Judas foi eleito
tesoureiro do grupo liderado pelo Salvador. Ele cuidava do dinheiro de Deus. Mas o escritor sagrado é
enfático, e informa que apesar de Judas ser contado como apóstolo e andar com Jesus, “era ladrão” (Jo
12.6).
Judas era Mesquinho
Ele se mostrou mesquinho quando Maria resolveu adorar a Jesus com um vaso de perfume que valia
cerca de trezentos dinheiros (Jo 12.5). O apóstolo mercenário não suportou ver aquele “desperdício”, e
em sua concepção distorcida, o Senhor Jesus não merecia uma adoração que valesse aquela quantia de
dinheiro. Judas era um apóstolo mercenário.
Mercenário é o tipo de pastor que serve por dinheiro e não por amor a Deus e as almas. Judas
Iscariotes era um homem tão ganancioso que, além de lançar mão no dinheiro que devia servir ao
reino de Deus, também fez um negócio com os inimigos de Jesus, ou seja, entregou seu próprio Senhor
e Mestre por 30 moedas de prata (Mt 26.14-16).
Seguindo o Exemplo de Falsos Mestres
Muitos nos dias de hoje não são diferentes, e incondicionalmente seguem o exemplo de Balaão e
Judas Iscariotes. Fazem do reino de Deus um negócio lucrativo. Tratam os filhos e filhas de Deus como
mais um, e nada mais. Eles olham para o povo de Deus, mas não enxergam ovelhas do Senhor, e sim
como gado em currais. Todos os dias são vistos e ouvidos nos meios de comunicação, como emissoras
de Televisão, rádios, internet, jornais e revistas.
Mas, como nada fica nem ficará oculto para sempre, muitos que se intitulam apóstolos e profetas de
Deus, desviam em alguns casos, milhões de reais do dinheiro ofertado pelo povo de Deus. Dinheiro que
deveria ter como destino a obra de Deus na terra. Com o dinheiro do Senhor, compram carros de luxo,
casas, terrenos, helicópteros, aviões, fazendas, entre outras coisas para uso exclusivamente pessoal. O
pior é que esses mercenários agem como se isso fosse à coisa mais natural do mundo, e acham que o
povo está cego e nada pode ver.
Conclusão
Mas Deus é bastante claro quando fala dos mercenários. Quando Ele avaliou os atos de Balaão e
Judas Iscariotes, os teve como culpados. O Deus dos tempos antigos não mudou, continua sendo o
mesmo hoje, e por isso julgará os seguidores de Balaão e Judas com JUSTIÇA. Ele também garante que
nenhum ladrão entrará no seu reino (I Co 6.10) O Senhor também faz uma das mais severas
advertências: “Ai deles…” (Jd v. 11).

Célio Roberto
AD – Vila Espanhola – São Paulo – SP

Célio Roberto

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