Professores da EBD – Facilitadores da Aprendizagem

Um dos Pastores Setoriais com o qual tive a honra de cooperar ao referir-se aos Professores da EBD utilizava
o termo FACILITADORES. Embora nem todos estejam familiarizados com o termo, é um dos conceitos
pedagógicos que está vigência.
Para compreender a atuação do Professor da EBD como Facilitador da Aprendizagem precisamos apresentar
dois Paradigmas Educacionais, o Tradicional e o Contemporâneo. O Dr. Lourenço Stelio Rega assim os
descreveu:
Tradicional
 O conhecimento é transmitido do Professor ao Aluno;
 Os Alunos são passivos. Podem ser comparados a recipientes vazios a serem preenchidos pelo
conhecimento do Professor;
 O objetivo do Professor é classificar e selecionar os alunos;
 O relacionamento entre Professor e Aluno é, praticamente, impessoal;
 Nesse contexto a aprendizagem é competitiva e individualista. A informação é limitada;
 Esse paradigma educacional requer um preparo muito grande em aprender conteúdos.
Contemporâneo
 O conhecimento é construído coletivamente;
 Os Alunos são ativos. São construtores, descobridores e transformadores do conhecimento;
 O objetivo do Professor é desenvolver o talento dos Alunos;
 O relacionamento é pessoal e ocorre entre os Alunos e entre o Professor e os Alunos;
 Nesse contexto a aprendizagem é cooperativa. A informação é ilimitada;
 Esse paradigma educacional requer preparo na compreensão de conteúdos e na sua interação com o
meio.

Segundo a Pedagoga Andreia Oliveira, do CPT, a aula do Facilitador deve ser uma Aula Dialógica. Vejamos:
“Aula Dialógica é aquela em que o Facilitador conversa com seus alunos, fazendo indagações nas quais ele
procura buscar nos próprios alunos as respostas necessárias para que os conceitos se interliguem,
propiciando a aprendizagem.
Tornando-se uma rotina, a aula dialógica passa a estimular a curiosidade dos alunos que, gradativamente,
passam a ter uma percepção mais crítica da realidade. Ao usar essa estratégia, o Facilitador trabalha contra a
postura passiva dos alunos para que aconteça a simples memorização dos conceitos. Ou seja, no momento
em que os alunos passam a contestar o educador, vão redescobrir, por si mesmos, os conhecimentos que,
até então, pertenciam apenas ao profissional da educação.
É muito importante que o Facilitador trabalhe sempre a partir das perguntas, nunca a partir de respostas
prontas. Respostas prontas significam apenas reproduzir um conhecimento, enquanto o questionamento
produz conhecimento. Por meio delas o Facilitador deve buscar a troca de experiências com seus alunos, e
entre seus alunos, por meio de descobertas coletivas, de novas interpretações do conhecimento.
Por fim, embora a aula dialógica seja ancorada no diálogo, a direção dada pelo profissional da educação deve
estar sempre presente. Afinal, ele tem o papel de facilitador do processo de aprendizagem”.
Concluo dizendo que Facilitadores e Aulas Dialógicas podem contribuir para que a nossa EBD seja ainda
melhor!

Pr. Fábio Magalhães
Setor 116 – SP.

Fabio Magalhães

Fabio Magalhães


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