O QUE É SUICÍDIO

A palavra suicídio vem do latim “sui” (de si mesmo) e “caedere” (matar, cortar), ou seja, matar a si mesmo. Sendo assim, o suicídio nada mais é do que um homicídio cometido contra si mesmo.

Para a psiquiatria o suicídio é um problema de saúde pública, principalmente em países desenvolvidos, onde há altas taxas de suicídio entre pessoas do sexo masculino fazendo com que este seja uma das principais causas de morte e de anos potenciais de vida perdidos.        

A DIMENSÃO DO PROBLEMA

A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo.

A cada 3 segundos uma pessoa atenta contra a própria vida.

O suicídio está entre as três maiores causas de morte entre pessoas com idade entre 15-35 anos.

Cada suicídio tem um sério impacto em pelo menos outras seis pessoas.

O impacto psicológico, social e financeiro do suicídio em uma família e comunidade é imensurável.

Dados do Brasil

No Brasil, os números são preocupantes: de 2007 a 2016, 106.374 pessoas morreram em decorrência do suicídio – em 2016, a taxa foi de 5,8 por 100 mil habitantes.

O Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio em 2016 – em média, um caso a cada 46 minutos. O número representa um crescimento de 2,3% em relação ao ano anterior, quando 11.178 pessoas tiraram a própria vida.

SUICÍDIO E TRANSTORNOS MENTAIS

Estudos tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento revelam dois importantes fatores relacionados ao suicídio.

Primeiro, a maioria das pessoas que cometeram suicídio tem um transtorno mental diagnosticável. Segundo, suicídio e comportamento suicida são mais freqüentes em pacientes psiquiátricos.

Esses são os grupos diagnósticos, em ordem decrescente de risco de:

  • depressão (todas as formas); vale ressaltar que há vários tipos de depressão, sendo o transtorno é o tipo de depressão que mais tem levado as pessoas a cometerem o suicídio.
  • transtorno de personalidade (anti-social e borderline com traços de impulsividade, agressividade e freqüentes alterações do humor); os sintomas do transtorno de personalidade bordeline se assemelham com os sintomas do transtorno bipolar. Ambos os transtornos apresentam alterações no humor e muita dificuldade no controle dos impulsos. Em alguns casos os dois transtornos poderão coexistir no individuo. Entretanto a diferença entre os transtornos consiste em que na bipolaridade o humor se alterna em período de dias, semanas ou meses, já no bordeline a variação de humor ocorre em períodos mais curtos, minutos, segundos ou no máximo algumas horas.   
  • alcoolismo (e/ou abuso de substâncias psicoativas); muitos que cometem suicídio estão sob o efeito destas substâncias quando cometem o ato suicida.    
  • esquizofrenia; a palavra esquizofrenia; tem o sentido de cisão da mente, a mente do esquizofrênico oscila entre a realidade e os surtos psicóticos. Este transtorno mental normalmente s manifesta durante a juventude, fato que contribui para que as famílias tenham dificuldade em aceitarem o transtorno muitas famílias relacionam o transtorno com questões espirituais.

FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS E AMBIENTAIS

A maioria dos que cometem suicídio passaram por acontecimentos estressantes nos três meses anteriores ao suicídio, como:

Problemas interpessoais: ex. discussões com esposas, família, amigos, namorados;

Rejeição – ex.: separação da família e amigos;

Eventos de perda – ex.: perda financeira, luto;

Problemas financeiros e no trabalho – ex.: perda do emprego, aposentadoria, dificuldades financeiras; 

Mudanças na sociedade – ex.: rápidas mudanças políticas e econômicas; 

Vários outros estressores como vergonha e ameaça de serem considerados culpados.

 

Psicólogo: Vinícius Carlos da Silva

CRP: 06/115803

Aguinaldo Lopes

Aguinaldo Lopes


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