O Domingo da Igreja Perseguida 2020 está chegando

Neste ano, o tema do DIP será a realidade vivida por cristãos ex-muçulmanos em diversos países do mundo

No dia 13 de setembro, mais de 10 mil igrejas em todo o Brasil se unirão no Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2020 para interceder e conhecer mais da realidade dos cristãos ex-muçulmanos. Sadia* é uma dessas cristãs que vive em Camarões e apresentamos a você em 2018. Essa jovem, que se tornou cristã em 2017, aos 17 anos, é grata por suas orações enquanto continua enfrentando a fúria da família com relação a sua conversão. Ao descobrirem, seus parentes ficaram furiosos e as ameaças fizeram com que ela tivesse que se esconder. Hoje, apesar disso, Sadia continua tentando reconstruir o relacionamento com a família.

Ela viu uma oportunidade recentemente para se reconectar enquanto as escolas foram fechadas como parte da quarentena da COVID-19. Sadia se agarrou à chance de vê-los novamente. Entretanto, o que era para ser uma visita de dois dias se tornou uma semana, já que a família tentou mantê-la com eles à força e tomou seu celular.

Geralmente, cortes de energia são frustrantes, mas dessa vez, o Senhor os usou como parte da proteção sobre Sadia. Por causa dos frequentes blackouts, Sadia tirou o chip e o colocou em um celular menor. Isso permitiu que ela mantivesse contato com os amigos cristãos e a família que a acolheu, sem os familiares saberem. Assim, ela informou-os sobre o que estava acontecendo. Eles entraram em contato com um amigo do departamento de assuntos sociais, que interveio e “libertou” Sadia.

Foi uma experiência desagradável, mas, no geral, houve pontos positivos. Parece que a proximidade de Sadia com a família está mostrando alguns frutos. Durante a última visita, ela percebeu uma súbita mudança na atitude da mãe quanto a ela. No passado, quando se falavam pelo telefone, a mãe a pressionava para voltar ao islamismo e para a família. Mas a jovem disse: “Agora minha mãe é a única que fala para os meus irmãos não me ameaçarem. Ela diz que eles não podem me forçar a voltar para o islamismo”.

Dificuldades com a saúde
 


Sadia do lado de fora do hospital durante o tratamento de quimioterapia

Mas Sadia terá que permanecer paciente com esse processo e, agora, ainda não é seguro voltar para eles permanentemente. Também não é prático, já que mostram pouco conhecimento sobre a saúde dela. Sadia foi diagnosticada com câncer em 2018. Ela enfrentou diversas cirurgias e quimioterapia agressiva. O tratamento continua. “Às vezes, minha família não acredita quando digo que não me sinto bem. Eles insistem para que eu faça todo o serviço que me dão, mas eu sei que isso não é bom para mim.”

Embora a jovem tenha visto uma grande melhora, a batalha por sua saúde ainda não acabou. Em novembro de 2019, Sadia começou a ter dor de estômago. Um ultrassom revelou nódulos no fígado. “O médico disse que há necessidade de testar se os nódulos são cancerígenos. Ele também recomendou uma tomografia, mas o aparelho aqui está ruim. O exame pode ser feito em uma cidade vizinha, mas lá também não está funcionando e, infelizmente, não há nenhum outro na região”, explicou.

O desafio da educação


Apesar da pressão da família, Sadia se dedica à leitura da Bíblia, frequenta os cultos e deseja participar de um acampamento de jovens

Outra questão que permanece sem ser resolvida é sua educação. Para dissuadir Sadia de seguir a Cristo, a família destruiu sua certidão de nascimento e todos os resultados de seus exames. Quando retornou à escola para o ano acadêmico de 2019-2020, foi admitida em uma escola evangélica, mas em uma classe inferior. Ela esperava que seus documentos oficiais pudessem ser substituídos e que tivesse permissão de continuar de onde parou.

“Até agora, a nova certidão de nascimento ainda não saiu. E com a atual pandemia, tudo está mais lento. Minha oração é que as coisas voltem ao normal e eu consiga minha certidão de nascimento e, no próximo ano, me inscrever para as provas”, disse.

Enquanto isso, Sadia continua apreciando a comunhão com a família da fé. Ela está muito feliz por continuar participando dos cultos enquanto sua doença permite. Ela também espera participar do acampamento de jovens. “Há ensinamentos que me interessam e são importantes para mim. Lá, você descobre coisas, encontra pessoas, ouve testemunhos e aprende a orar, porque é colocado em grupos de oração. Isso me edificaria, então gostaria de ir”.

 

Fonte: cpadnews

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