Morre prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, aos 41 anos

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O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), de 41 anos, morreu neste domingo (16) após ter uma piora em seu quadro clínico. Ele chegou a ser sedado pelos médicos na última sexta-feira (14) e seu quadro de saúde se tornou irreversível, de acordo com boletim médico do hospital Sírio Libanês, onde estava internado para o tratamento de um câncer.

O velório de Bruno Covas será realizado na Prefeitura de São Paulo, em cerimônia restrita a 20 convidados. Ao fim, o caixão será transportado em um caminhão do Corpo de Bombeiros, passando pela Avenida Paulista, com destino a Santos, onde o prefeito será sepultado.

Covas descobriu a doença em outubro de 2019 ao ser internado para tratar de uma infecção de pele. Ele passou por oito ciclos de quimioterapia ao longo de quatro meses.

A carreira profissional de Covas começou em 2004, ano que que se candidatou a vice-prefeito de Santos na chapa de Raul Christiano pelo PSDB. Nos anos de 2005 e 2006, foi assessor da liderança dos Governos de Alckmin e Cláudio Lembo na Assembleia Legislativa.

Em 2006, foi candidato a deputado estadual, sendo eleito com 122 312 votos, umas das maiores votações naquela eleição.

Em 2010, foi novamente candidato a Deputado Estadual agora sendo o mais votado do Estado com 239 150 votos, sendo mais de 131 mil só na capital paulista. Bruno Covas foi convidado por Geraldo Alckmin para assumir a Secretaria do Meio Ambiente a partir do início de 2011, ocasião em que se licenciou do cargo de deputado estadual. Ficou no cargo até abril de 2014, quando foi exonerado para disputar as eleições daquele ano.

Em 2016, Covas foi eleito em primeiro turno vice-prefeito de São Paulo pelo PSDB na chapa de João Doria. No inicio do mandato, Bruno assumiu além da vice-prefeitura a Secretaria das Prefeituras Regionais e também a Secretaria da Casa Civil.

Com a renúncia do então prefeito, João Doria, para concorrer ao governo do estado de São Paulo nas eleições de 2018, Bruno Covas assumiu efetivamente a prefeitura da maior cidade do País.

Em novembro de 2020, Covas foi reeleito prefeito de São Paulo com 59,38% dos votos apurados, ultrapassando Guilherme Boulos, do PSOL, com 40,62%.

Ricardo Nunes (MDB) já assumiu o comando da cidade de São Paulo

O vice-prefeito se torna o novo prefeito da cidade mais populosa do país. Ricardo Nunes (MDB) já assumiu o comando da cidade de São Paulo de forma definitiva.  

O novo prefeito é ligado à Igreja Católica e tem contatos com empresários da zona sul da capital paulista. No passado, já fez parte das bases petista e tucana na Câmara Municipal de São Paulo.

Ainda durante a gestão de Fernando Haddad (PT), Nunes apoiou o então prefeito. Ele era o contato na Câmara da cidade que conseguia dialogar com líderes religiosos. Em 2016, ele fez lobby pela anistia e regularização de templos religiosos irregulares.

Com a eleição da chapa de João Doria (PSDB) e Bruno Covas, em 2016, Nunes mudou seu posicionamento e passou a integrar a base tucana. Durante 4 anos, o então vereador apoiou os projetos da prefeitura de São Paulo. Em 2020, uma articulação de Doria garantiu a Nunes a vaga de vice-prefeito na campanha de Covas.

Nunes é crítico dos contratos de transporte público da cidade de São Paulo. Também tem interesse em um sistema de transporte público hidroviário, um projeto que apresentou quando ainda era vereador.

Fonte: Portal Isto é / poder 360

 
Aguinaldo Lopes

Aguinaldo Lopes


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